Sexta-feira, Fevereiro 24, 2006


[ted lewis and his band]

Link




:: Lady Bleu et Sang :: disse às 5:33 AM.


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Quinta-feira, Fevereiro 02, 2006


[laffing sal & laffing sam]

Nos parques de diversão americanos dos anos 50 a sala dos espelhos tinha uma figura assustadora em frente ao local. Quando era mulher, a estátua era chamada de Laffing Sal, e homem, era chamado de Laffing Sam. O cabelo colorido brilhante era marca registradas da estátua, que com uma gargalhada alta e assustadora, ficava gravada na mente das pessoas que tiveram a oportunidade de vê-las.



Ouça a risada aqui.



:: Lady Bleu et Sang :: disse às 12:52 AM.





Coney Island Streaming Video.




:: Lady Bleu et Sang :: disse às 12:34 AM.


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Domingo, Abril 10, 2005

Um comentário sobre [johnny vai à guerra]

Finalmente pude colar meus olhos no filme que tanto me chamou a atenção depois de encontrar uma fita VHS muito antiga com o clipe "One" do Metallica, que é baseado no filme "Johnny Vai à Guerra" [Johnny Got His Gun]. Na época em que eu gravei este clipe, deveria ter uns 17 anos, e aquelas imagens simplesmente não me despertaram interesse nenhum. Sete anos depois [e muita história pra contar], e muito tempo também sem ver este videoclipe, na hora em que bati os olhos naquelas imagens, quis imediatamente saber tudo à respeito do filme. Dentro daquilo que me propuz enfatizar nesse blog, Johnny Vai à Guerra é altamente recomendável não porque é um filme deprimente, horrível ou sádico, mas porque é totalmente cabível nos dias de hoje. Este filme é de 1971, e retrata a história de um jovem que se vê diante do dilema de ir para a guerra. Durante a guerra, ele é atingido e fica totalmente mutilado [sem pernas, sem braços, sem rosto], e dessa forma, fica impossibilitado de se comunicar com o mundo exterior. Porém, ele continua consciente. O filme é forte, e também não é para qualquer pessoa. Eu que gosto de filmes fortes e violentos, passei um pouco mal durante a exibição, principalmente por ficar tentando imaginar como seria a situação de uma pessoa naquelas condições, nos dias de hoje, e não me refiro àqueles feridos em guerra, mas sim aos feridos na violência do cotidiano das grandes cidades, pessoas mutiladas em acidentes de trânsito, etc. Pretendo me informar melhor sobre este assunto. Pra mim a parte mais chocante do filme é quando Johnny compreende o que aconteceu com ele, e tenta se comunicar com os médicos pedindo para que o levem para um Circo de Aberrações para que ele seja tocado e visto pelas pessoas, pois esta seria a única forma dele ter alguma comunicação com o mundo. É incrível como o ser humano pode ser altamente cruel com sua própria espécie. E ironicamente tão frágil.

E só assista esse filme se você tiver nervos verdadeiramente fortes. Mas é uma grande experiência, eu só tive coragem de assistir duas vezes, mas pretendo assistí-lo mais vezes, com menos apreensão. Apesar de não ser um filme de terror, e sim um drama, é esse tipo de filme que me mete medo. Esses filmes que mostram as atrocidades que um ser humano é capaz de fazer.

:: Lady Bleu et Sang :: disse às 12:57 AM.


[ed wood]

filme de Tim Burton

- Os desajustados são muito mais legais! -



Levei dez anos para assistir esse filme. E se antes já tinha muita curiosidade e interesse em assistí-lo, agora considero-o perfeito. É o filme mais meigo que eu já vi na vida. Uma histórinha de amor engraçada [o amor de ed Wood pelo cinema], com todos os elementos que a bizarria fina pede: casacos de pelúcia cor de rosa, dança exótica, filmes trash de terror, Patricia Arquette, Johnny Deep banguelo e travestido, Bill Murray interpretando um afetado gay que quer trocar de sexo no México, e a hilária participação de Jeffrey Jones, que é mais conhecido como o diretor atrapalhado do filme "Curtindo a Vida Adoidado".

You Are Ed Wood From "Ed Wood."

You definitely have your name in history, although probably not for the reason you believe. Yet you are very accepting, non-judgemental, and optimistic almost to a fault. You also have a thing for angora sweaters. How could anyone not like you?

Take The Johnny Depp Quiz!




:: Lady Bleu et Sang :: disse às 12:17 AM.


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Terça-feira, Janeiro 25, 2005

[ johnny got his gun]

filme de Dalton Trumbo, de 1971

Sonhei noite passada com o filme Johnny Got His Gun de 1971, de Dalton Trumbo, ou "Johnny Vai à Guerra" em português. Preciso ver esse filme. Acabei sonhando com ele, após encontrar uma fita de vídeo muito antiga, do tempo que eu tinha mania de ficar gravando videoclipes nas madrugadas da MTV, e ainda não tinha interesse por bizarria fina. As tétricas cenas p&b do filme podem ser vistas no videoclipe da banda Metallica,"One", onde é possível entender o enredo devido a excelente edição do clipe. Na verdade "Johnny Got His Gun" é um romance do próprio Dalton Trumbo, que foi escrito em 1939, mas só se transformou em filme nos anos 70.
Logo abaixo, deixo um texto para conhecimento sobre o filme encontrado nesse site.





"Johnny Vai à Guerra"
por Jr.Oliveira.

"Johnny Vai à Guerra foi escrito por Dalton Trumbo (Johnny Got His Gun) nos idos de 1939, transformado em filme em 1971. A história é um libelo contra a guerra. Trago hoje não por isso, mas por ser uma história horripilante. E o porquê trago uma história horripilante eu não sei, vou perguntar à minha analista.

Vi o filme há muitos anos atrás. Vou relatar o que lembro e acredito que algumas passagens sejam frutos da minha imaginação...

Johnny é um jovem soldado americano que vai a Primeira Grande Guerra e é atingido por uma granada. Ele fica totalmente mutilado perde os braços, as pernas e todo o rosto, no lugar do rosto, um imenso buraco. Fica incapacitado de ver, ouvir, falar ou sentir odores.

Os comandantes militares se perguntam se ele tem consciência do que se passa, ou do que se passou, mas acreditam que não. Porém, Johnny tem consciência de tudo.Com o passar do tempo, Johnny consegue reconhecer as estações do tempo através das sensações do seu corpo: o calor no verão, o frio do inverno, quando o tempo está úmido, ou quando está seco. Calcula o tempo que está naquele ambiente, um cálculo impreciso, já que os seus pensamentos e as lembranças de sua infância, da juventude, de seus familiares, de sua noiva, enfim, da vida que tinha antes de ir à guerra, começam a ser intercalados com delírios: às vezes Johnny esquece que está imobilizado numa cama para viver em devaneios.

Johnny também distingue as diferentes pessoas que estão à sua volta. Algumas enfermeiras cuidam dele com delicadeza. Outras com desleixo. Johnny percebe quando as enfermeiras se horrorizam ou se condoem, quando se afeiçoam ou quando simplesmente o ignoram. Uma enfermeira, em especial, trata Johnny com mais carinho, tocada por sua situação. Ela arreda a sua cama até a janela e abre o seu pijama para que o sol bata no seu corpo. Ele saboreia ao máximo este pequeno prazer, agradecendo em pensamentos os cuidados que recebe. Certa vez, quando ela o banha, percebe que Johnny ficou excitado. Condoída pelas impossibilidades dele, começa a masturbá-lo. E continua o masturbando durante os dias seguintes. Um dia, surpreendida, é prontamente substituída por outra que se limita a limpá-lo e a ficar sentada ao seu lado lendo. Nunca mais sentiu o sol.

Johnny passa os seus dias ora lembrando de sua vida perdida e percebendo o que acontece à sua volta, ora delirando que não está ali, ou que aquilo não passa de um pesadelo do qual irá logo se acordar. Certo dia Johnny lembra que aprendeu Código Morse na academia militar e que pode usá-lo para se comunicar. Começa a balançar o corpo freneticamente emitindo mensagens. As enfermeiras, assustadas, entendem que aquilo são apenas espasmos. Colocam a mão na sua testa, tiram a temperatura e a pressão e, por fim, lhe dão sedativos. Ele, em pensamentos, grita: "não! Por favor! Não me façam dormir!", se debatendo ainda mais. Porém, Johnny é vencido e cai em sono profundo.

Quando recobra a consciência, tenta novo contato. As enfermeiras pensam ser espasmos e lhe dão uma nova dose de sedativos. A cena se repete por diversas vezes até que, sem saberem mais o que fazer, chamam a junta de médicos militares.Os médicos, por sua vez, chamam o comandante e os oficiais.Estão reunidos em volta de Johnny intrigados com os seus espasmos até que um soldado percebe que eles seguem um padrão. Então ele diz: "senhor, isto é Código Morse! Ele está tentando se comunicar". O comandante, assustado, pede ao soldado que traduza a mensagem.

"S. O. S.", diz o soldado, - ele está pedindo socorro!".

"Converse com ele, soldado!", ordena o comandante.



Batendo com toques suaves e rápidos na testa de Johnny, o soldado pergunta o nome, posto, entre outras coisas. "Graças a Deus", pensa Johnny que responde a todas as perguntas. O espanto é geral e assustador: ele sempre teve consciência, ao invés de ser apenas um amontoado de carne, como pensavam. Depois de um breve interrogatório, Johnny começa a se debater continuamente enviando uma única mensagem: "eu quero morrer".

"Ele diz que quer morrer, comandante", diz assustado o soldado.

O comandante ordena que o soldado fale qualquer outra coisa para Johnny, mas Johnny não quer mais conversar. Fica somente repetindo o que lhe resta pedir, considerando a sua situação: "eu quero morrer, eu quero morrer, eu quero morrer!".

Os oficiais e os médicos se entreolham. O que fazer com Johnny? Seguem até o corredor para discutirem o delicado assunto. Decidem então que ele deverá ser mantido vivo, os oficiais querem estudar mais os efeitos da guerra.

Johnny, alheio a decisão, continua se debatendo, pedindo em Código Morse através de espasmos com o seu tronco sem braços nem pernas, que lhe acabem com o sofrimento. A enfermeira que o acompanha durante anos, resolve satisfazer o seu desejo. Ela se aproxima e acaricia a testa de Johnny com uma das mãos. Com a outra tranca o pequeno cano que leva ar diretamente ao seu pulmão. Percebendo que começa a sufocar, Johnny se acalma e agradece por lhe permitirem a liberdade. "Oh, Deu!", ele pensa, "como é bom o fim do sofrimento, obrigado, obrigado!", repete em pensamento.

O médico de plantão entra no quarto e surpreende a enfermeira. Corre e a empurra a tempo de salvar Johnny. "Não", pensa Johnny ao perceber o ar que lhe retorna a vida, "Não, por favor, eu quero morrer!", e começa a se agitar em desespero na cama.

Diante do medo das repercussões negativas que o caso possa causar, os oficiais acham melhor que Johnny fique mantido em segredo. Determinam que ele seja colocado em um quarto onde ninguém tenha acesso. As enfermeiras que mantinham contatos com Johnny serão transferidas e as novas receberão ordens para manter o mínimo de contato possível. As janelas nunca deverão ser abertas. Os arquivos eliminados. E os sedativos ministrados toda vez que Johnny ter "espasmos". Fim do filme.

Bem, para que a coluna não fuja da linha que tenho mantido durante todos esses anos, poderia sugerir para você olhar à sua volta (se não para você mesmo) e ver o quanto mães e pais sufocam os "espasmos" de vida dos seus filhos, tal qual o exército fazia com Johnny. É isso."


:: Lady Bleu et Sang :: disse às 9:40 PM.


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Domingo, Janeiro 23, 2005


[notas]

Pesquisei muito através do Google, e tenho o maior orgulho em confirmar que aqui no Sob as Luzes de um Posto de Gasolina, é o único lugar na Internet onde pode-se encontrar Pink Famingos e Miles Iz Ded no mesmo lugar. Incrível! Será que ninguém nunca percebeu a semelhança entre o filme de John Waters e o clipe do Afghan Whigs?!

Misteriosamente o Orkut consumiu com a minha comunidade dedicada ao psicopata e serial killer John Wayne Gacy Jr. Será que o Orkut não é chegado em psicopatas comedores de criancinhas?

:: Lady Bleu et Sang :: disse às 9:51 PM.


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Sábado, Janeiro 22, 2005

[miles iz ded]

Videoclipe da banda Afghan Whigs

Preto & Branco. Luzes estrobocópicas. Um quadro obssessivo de estranhos consumindo álcool e heroína em detalhes [desde o preparo com toda a parafernália como a colher, o fogo para o aquecimento, até finalmente a seringa ser injetada na veia] sem nenhuma cerimônia. Cenas fortes de uma mulher cortando o pulso, e outra consentindo ao estupro. Um casal fazendo sexo selvagem dentro de um banheiro imundo. O clipe dirigido por Philip Harder é a angustiante história que conta as aventuras do estranho personagem chamado Miles. O personagem principal, aparece primeiramente como um junkie, que enquanto se embebeda, usa toda a parafernália para se drogar. Depois ele é abordado vestido de mosca, dentro do banheirinho infernal, numa sequência em que a camêra passeia pelo teto do banheiro, em cores, mostrando cada flagra onde a decadência rola solta, e sem culpa alguma.

Logo após Miles surge vestido de galinha numa inexplicável viagem no side car de uma moto...Num parque de diversões pitoresco, com seu parceiro [o piloto da moto], em cenas de um amor sublime numa roda-gigante. O nome da música é um trocadilho com a frase "Miles is dead" [Miles está morto], referência à morte de uma das maiores influências da banda, o cantor Miles Davis. O clipe é uma obra prima da bizarria fina, e lembra em muito o filme "Pink Flamingos" de 1972, do diretor John Waters.



"Don't forget the alcohol"



"And all the things you do to me
we could exaggerate..."



"Crawled inside your mind
and got my hand into your pants"


A música "Miles Iz Ded", encontra-se "escondida" no álbum "Congregation", é a última música do disco e não é creditada. Além da bateria marcial que a abre de maneira claustrofóbica, a música é conhecida [e chamada] pelo refrão inexorável de "Don't forget the alcohol, ohh baby, ohh baby". Filmado inteiramente numa locação em Minneapolis em 1992, o clipe teve problemas com a MTV norte-americana, e foi censurado. No Brasil não tive nenhuma afirmativa de que ele exista na fitoteca da MTV.

Assista o clipe aqui.


:: Lady Bleu et Sang :: disse às 1:56 AM.


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Domingo, Janeiro 09, 2005


[as gêmeas siamesas Daisy e Violet Hilton!]




:: Lady Bleu et Sang :: disse às 1:22 AM.


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Sexta-feira, Dezembro 31, 2004


[Cemitério das Borboletas Sob as Luzes de um Posto de Gasolina]



Sob as luzes de um posto de gasolina
Ruge o solitário leão
Enjaulado num espacinho 2x2
No circo que acabou de chegar ao bairro.

:: Lady Bleu et Sang :: disse às 8:29 PM.


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Sábado, Dezembro 11, 2004


[amor]

Eu quero que você sinta o meu amor, além da fumaça do cigarro porco desses estranhos, que eu me recuso a aceitar. Eu quero que você sinta o meu amor além dessas calçadas quebradas por onde eu passo todos os dias. Eu quero que você me sinta antes de cair de boca na marginalidade, antes de começar a juntar os restos de cervejas dos copos, em cima das mesas, porque seu dinheiro acabou. Antes de começar a bater em portas de banheiros, desesperadamente, atrás da sensação perfeita, antes de começar a ver as estrelas cantando no céu de hoje à noite. Você precisa sentir meu amor, criança.



Navegar para os abismos do conhecimento para nos digladiarmos em conversas intelectuais noturnas, sobre o fogo do inferno e o cheiro de enxofre, em torno de uma mesa, enfeitada com grandes copos de vinho, enquanto o sofá vermelho sustenta nossos corpos e almas, e algumas samambaias adornam os cantos amarelados da sala. Vamos conversar sobre os agravos de não realizar nossos sonhos.



:: Lady Bleu et Sang :: disse às 2:44 AM.


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Domingo, Outubro 31, 2004


[destrincha-me]

Tua saliva tem o suco infernal de pecado que destrincha-me.


:: Lady Bleu et Sang :: disse às 9:33 PM.


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Domingo, Outubro 03, 2004



:: Morreu Richard Avedon ::

O fotógrafo que redefiniu a fotografia de moda como uma forma de arte com os seus trabalhos em preto e branco.



No dia 1º de outubro, aos 81 anos, no Texas, em decorrência de uma hemorragia cerebral. O Cemitério de Borboletas Sob as Luzes de um Posto de Gasolina honrosamente recebe sua alma...


:: Lady Bleu et Sang :: disse às 10:27 PM.


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Segunda-feira, Agosto 23, 2004



[é o fim dos tempos, que seja!]



Na areia cinza do fim dos tempos, queimam os nossos pés, e ardem nossas almas, expostas ao sol apocalíptico do amor que não funciona, longe dos nossos lábios arroxeados pela neblina que a intensidade do fim não compreende.

Sentamos juntos, infelizes, contando nossos dedos, antes da onda verde levar tudo. Será que você não percebe que este é o fim, e que estamos aqui, descalços, você vestido de preto, e eu nesse vestido velho de noiva, rodeados por um mundo preto e branco sem sentido algum, e esse é o nosso último instante?

Eu fui boba algumas vezes, eu não entendi o bater reverso do teu coração. Eu achava que você tinha os olhos azuis, e no fim das contas eram verdes. Eu nunca entendi de mim direito, e achava que podia te entender. Eu pensava que você não ligava pra mim, mas no fim de tudo, quem te abandonou fui eu.

E a única pessoa com quero estar quando tudo explodir, quando tudo degenerar, é você, a pessoa mais infeliz que já conheci. Será que você não percebe que eu sou infeliz também? Vamos compartilhar nossa dor, agora é a hora. Ou você pretende ir à algum lugar, quando tudo acabar, e a chuva púrpura infernal do juízo começar?

Agora só faz sentido essas nossas olheiras violetas e o que mais? Eu te beijo a barriga deitado na areia do fim dos tempos, e teus olhos gritam na minha direção. Eu sorrio triste, e beijo os teus dedos dos pés, contando-os um à um, sentada, sentindo tudo desaparecer em torno de nós. A areia cinza nos corta com a verdade. Eu sei como é sentir-se perdido, e que você sente-se assim, mas eu sempre soube que pertencia à você. E agora estou aqui, para o fim do todo, junto à ti.

Eu filmo o teu olhar com os meus olhos, e o que mais você tiver que fazer façamos agora, eu quero te despir, te engolir, e te sentir porque não há mais razão para continuarmos com essa nossa falta de liberdade. Eu quero cortar as minhas costas com os espinhos das rosas desse buquê, eu sou tola, mas eu sou a tua noiva apocalíptica, e tu, me aceitas?

Então vamos nos consumir, que é tempo, antes que o fim o faça.

:: Lady Bleu et Sang :: disse às 12:09 AM.


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Domingo, Agosto 01, 2004

:: Peixe Grande ::
Tim Burton

:: O Fantástico Mundo dos Circos de Horrores por Tim Burton ::

Tem uma cena em Big Fish que não sai da minha memória: o personagem principal Edward Bloom - interpretado por Ewan McGregor - vai tirar satisfações com o seu patrão, o maquiavélico dono do Circo Calloway - que é na verdade interpretado por Danny DeVito, o inesquecível "Pinguim" de Batman Eternamente - à respeito de uma moça pela qual ele está apaixonado. Em seu caminho, numa cena rápida, porém congelante de dois ou três segundos, ele encontra no fundo do circo, os palhaços ainda maquiados após a apresentação da noite, jogando baralho, bebendo e fumando compulsivamente. Uma cena aparentemente simples, mas que pra mim causou impacto.


Danny DeVito como Amos Calloway, dono do Circo Calloway, repleto de aberrações humanas


Havia toda essa magia em torno dos circos na época da Grande Depressão, e no período pós-guerra, porque as pessoas simplesmente não tinham mais com o que se divertir. Havia desespero em suas vidas, e uma falta de esperança abissal. Aquele instante mágico dentro dos circos, era o único momento em que elas podiam esquecer a vida amargurada e totalmente sem expectativas que estavam levando, para divertirem-se, e soltar algumas risadas, que geralmente engrandeciam-se quando as aberrações humanas entravam em cena. Talvez seja pelo fato de que é mais cômodo perceber que existe gente que leva uma vida bem mais amarga, e difícil que a nossa própria vida - levando em consideração de que aqueles eram tempos terríveis - e rir de uma deformidade, ou de um aleijado, era praticamente um consolo.


As irmãs chinesas siamesas Ping & Jing encantavam, e causavam espanto aos soldados na W.W.I de Tim Burton



Calloway Circus e seus incomuns habitantes


A história de Big Fish na verdade, é mais sobre a condição familiar. A barreira entre pai e filho, que agiganta-se com a falta de diálogo durante os anos. É difícil dizer qual família não tenha passado por essa situação, onde alguém tem que fazer o papel de interlocutor [nesse caso, a mãe], por causa de richas mal resolvidas. Big Fish torna-se altamente íntimo, para quem já passou por isso. O filme é altamente fantasioso, e a história trata sobre o pai de Edward Bloom, interpretado por Albert Finney, que é um o contador de histórias fantásticas, inveterado, que encanta as pessoas à mesma maneira que irrita o filho, um realista, que não acredita em nada do que ele conta. A decepção do filho é ver o pai chegar à alta idade, enfermo, e ainda insistindo em suas histórias amalucadas, porém contadas com orgulho pelo velho. O enredo do filme é mel com açúcar, mas serve como pano de fundo para mostrar um pouquinho do que acontecia nos fabulosos circos de aberrações do passado.


Edward Bloom trabalhando duro no circo de horrores.


Uma das passagens mais interessantes, e que retratam de forma cômica o que acontecia na época dos grandes circos de horrores, é quando Edward Bloom leva seu amigo, o gigante Karl para o circo Calloway, que tem lá um gigante de araque como atração. Fascinado, Amos Calloway, o dono do circo dispensa o seu pseudo-gigante, e prepara um contrato para Karl, e daí surge um dos diálogos mais divertidos do filme: Calloway pergunta ao gigante Karl se ele já ouviu falar em "servidão involuntária" ou em "contrato inescrupuloso", e para ambos Karl responde não. Porque era nessa base que funcionavam os circos naqueles remotos tempos: escravidão por falta de opção. O que não quer dizer que as deformidades não curtissem seus momentos de brilho durante os shows.

O ator que interpreta Karl, Matthew McGrory, realmente é um gigante. O ator tem 2,40 m de altura, ele já entrou para o Guiness Book como sendo o homem que tem os maiores pés do mundo, e já trabalhou como aberração em outro filme de circo de horrores, Jimmy Bolha, que tem como ator principal Jake Gyllenhaal, - ele que fez Donnie Darko, mas essas conexões, abordando Donnie Darko, Jimmy Bolha e Matthew McGrory eu vou justificar em outro momento aqui no blog.


O filme Peixe Grande tem a música "Man of the Hour" da banda Pearl Jam na trilha sonora.


O que conta em Big Fish é a visão do diretor, o forte lirismo que Tim Burton carrega nas veias, a atmosfera de sonho que ele escolheu para mostrar o encantamento dos Circos de Horrores, rica em detalhes como as cortinas pesadas e vermelhas do picadeiro tomando conta da cena, animais malabaristas, a platéia perplexa, e ainda mais bizarra que as próprias atrações do circo. Ele teve todo o cuidado em capturar o que havia de essencial nesses circos, como a bandinha marcial alarmante, o canhão humano, as girafas, elefantes, o parque de diversões montado ao lado do circo, e o delicioso segredo em torno do dono do circo Amos Calloway. E também a trilha sonora inconfundível dos filmes de Tim Burton. Enfim, é possível apreciar nesse filme todos os elementos dos circos de aberrações que marcaram um momento melancólico, porém inestimável para a história da humanidade.


:: Lady Bleu et Sang :: disse às 12:07 PM.


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Aberrações da Natureza, Aberrações Humanas, Anomalias, Apocalipse, Arte Militar, Cadeira-Elétrica, Circo de Horrores, Coney Island, Corredor da Morte, De Humani Corporis Fabrica, Guerra, Humanidade, Jesus Cristo, Joel-Peter Witkin, John Wayne Gacy JR., Liberdade, Onirismo, Richard Avedon, Serial Killers, Volúpia


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Cemitério das Borboletas Sob As Luzes de Um Posto de Gasolina é de criação de Dani
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Entre em contato: danieletheone@hotmail.com

Curitiba - PR

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